Na primeira
pesquisa após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser condenado em
segunda instância, o que pode torná-lo inelegível pela Lei da Ficha Limpa,
o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) surge
como líder absoluto. Nas quatro simulações feitas nos dias 29 e 30 de
janeiro pelo Instituto Datafolha, o parlamentar aparece com índices de
intenções de votos que variam entre 18% e 20%. Em dezembro, Bolsonaro somava
entre 21% e 22% nos cenários sem o petista.
A pesquisa foi
feita na segunda-feira (29) e na terça-feira (30) — após, portanto, o
julgamento no TRF4, que ocorreu na quarta-feira, 24. O levantamento foi
divulgado na madrugada de hoje (31) pela Folha de S.Paulo. O Datafolha
entrevistou 2.826 pessoas em 174 municípios. A margem de erro é de 2% para mais
ou para menos.
Na ausência de
Lula, os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) aparecem
na segunda colocação em dois cenários cada um. Ciro soma entre 10% e 13% das
intenções de voto — em dezembro, tinha entre 12% e 13%. Já Marina aparece com
13% e 16% — em dezembro, tinha 16% e 17%.
Nos três
cenários em que é testado sem a presença do ex-presidente, Geraldo Alckmin
(PSDB) aparece com 8% e 11% das intenções de voto. Luciano Huck (sem
partido) tem 8% na simulação em que foi incluído. Alvaro Dias
(Podemos)tem entre 5% e 6%. João Doria (PSDB) e Joaquim Barbosa
(sem partido) foram incluídos em apenas uma simulação cada, na qual
aparecem com 5% dos votos.
O ex-ministro e
ex-governador Jaques Wagner (PT-BA), eventual substituto de Lula na
corrida presidencial, caso o ex-presidente fique inelegível, aparece com 2% dos
votos em dois cenários.
Nas simulações
de segundo turno, Bolsonaro perde para Marina (42% a 32%) e empata tecnicamente
com Alckmin (35% a 33%).
Com
Lula
Mesmo após ter a condenação por corrupção e lavagem de dinheiro confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), Lula manteve os índices de intenção de voto na corrida presidencial que tinha em dezembro. O petista lidera os cinco cenários em que é incluído, com entre 34% e 37% da preferência do eleitorado — mesma faixa do levantamento de dezembro. O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) vem em segundo lugar, com 15% a 18% das intenções de voto — no mês passado, o parlamentar tinha entre 17% e 18%.
Nos cinco
cenários que incluem Lula, o terceiro lugar apresenta empate técnico. Na
primeira simulação, Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) têm 7% e Joaquim
Barbosa (sem partido), 5%. No segundo cenário, Alckmin e Ciro mantêm os 7%, e
Alvaro Dias (Podemos) tem 4%.
Na terceira
simulação, Marina Silva (Rede) aparece com 8% e Luciano Huck (sem partido) tem
6% — mesmo porcentual de Alckmin e Ciro. Numa quarta hipótese, Marina tem 10%,
Ciro, 7%, Dias, 4% e João Doria (PSDB), 4%.
Um quinto
cenário apresenta Marina com 7%, Alckmin e Ciro com 6% Huck com 5%, Barbosa e
Dias com 3% — neste caso, o presidente Michel Temer, o presidente da
Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro da Fazenda, Henrique
Meirelles, ficam com 1% cada.
No segundo
turno, Lula venceria Alckmin (49% a 30%) e Marina (47% a 32%) e Bolsonaro (49%
a 32%). (Com Estadão Conteúdo)

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