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sábado, 12 de agosto de 2017

Distritão é mais nocivo para a democracia do que o sistema atual, afirma Carlos Sérgio

Aquiles Emir - O advogado Carlos Sérgio Barros, especialista em Direito Eleitoral, não tem a menor dúvida de que se o Distritão for aprovado ele vai atentar contra a democracia, pois as forças populares vão encontrar mais dificuldades para eleger  seus representantes no parlamento, seja ele municipal, estadual ou federal, pois será quase impossível um candidato de partido pequeno, principalmente se for de esquerda, ter um concorrente com votação suficiente para se posicionar entre os 42 mais votados para a Assembleia Legislativa ou entre os 18 que irão para a Câmara Federal.

Embora reconheça que haja imperfeição no sistema atual, da proporcionalidade, o advogado diz que ele ainda é mais democrático que o Distritão, porque de certa forma a população está mais representada, já que de alguma forma todos contribuem para a eleição de todos os deputados. Ele sabe que as coligações sem identidade ideológica deturparam o sistema atual, mas vê com simpatia legendas com PCB, PSTU, PCO e outros se unirem para elegerem um deputado, mas já que houve essa deturpação que pelo menos se respeitasse a soma das legendas individualmente.

Para ele é uma aberração um partido não poder juntar seus votos e pleitear vagas nos parlamentos, ficando como eleitos os mais votados. Carlos Sérgio torce para essa ideia não passe, pois, em resumo, os candidatos nem precisarão mais de partido para se eleger, basta ter nome, fama, dinheiro ou poder para conquistar uma vaga na Câmara Municipal, na Assembleia ou Congresso Federal.

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